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Dudu Hollanda acusa prefeito de Maribondo de sequestrar e agredir ex-mulher
Meiry Emmanuella, atualmente namorada do deputado, teria ficado três dias em cativeiro; Leopoldo Pedrosa teria feito ameaças de morte
Dudu Hollanda acusa prefeito de Maribondo de sequestrar e agredir ex-mulher

O deputado Dudu Hollanda (PSD) acusa o prefeito de Maribondo, Leopoldo Pedrosa (PRB), de ter sequestrado e agredido Meiry Emmanuella de Oliveira Vasconcelos, ex-esposa do gestor e atual namorada do parlamentar. O caso foi relatado por ele em uma postagem nas redes sociais, apagada posteriormente. Por telefone, porém, Hollanda confirmou à Gazetaweb o fato.


 


De acordo com ele, o sequestro aconteceu na noite de sexta-feira (3), por volta das 23h, nas proximidades de um supermercado de Maceió. Emmanuella teria sido levada por dois homens encapuzados para um cativeiro em local desconhecido, onde permaneceu até a manhã desta segunda-feira (6).



 

"Eu estava em Água Branca com o governador, o senador Renan e outros políticos para o Festival de Inverno. Como ela ficou incomunicável por mais de 48 horas, sem falar com ninguém da família, comigo, com as amigas, achamos estranho e já procuramos a Secretaria de Segurança Pública", diz Dudu Hollanda.


O parlamentar conta que a polícia foi acionada na segunda, assim como o Ministério Público. "A polícia foi requisitada por mim na segunda às 6h30. A família já estava começando a entrar em pânico porque ela estava sumida há três dias e sem comunicação, o que ela nunca faz". 


Emmanuella foi encontrada neste mesmo dia, nos fundos do condomínio onde reside uma irmã dela, no bairro da Serraria, na capital. De acordo com o deputado, mesmo traumatizada, ela conseguiu relatar à família o que havia acontecido. A mulher teria contado, então, da participação do prefeito de Maribondo, ex-marido dela.


"Ela confidenciou o sequestro, disse como tinha sido. Disse que dois homens encapuzados pegaram ela e fizeram uma guerra psicológica; ela ficou com um pano na cabeça, tomaram o telefone dela, porque o foco era ver o telefone. Depois tiraram o pano e apareceu o Leopoldo, que deu um recado. 'Diga ao seu namorado que ele suma do município senão vai você e ele', ou seja, morreríamos ela e eu".


Dudu Hollanda afirma que a namorada teria ficado três dias sem comer ou beber água, sendo torturada até o momento em que o gestor de Maribondo teria aparecido para "dar o recado". O parlamentar aponta ainda que o próprio prefeito teria sido responsável por algumas das agressões cometidas contra a vítima.


"Ela foi agredida, está com hematomas no braço, arrancaram cabelos da cabeça dela. Ele arrancou, não foram terceiros. A violência não foi praticada por terceiros, foi pelo Leopoldo", ressalta ele, acrescentando que o Boletim de Ocorrência deve ser registrado nesta quarta-feira. "Ela está muito traumatizada, estava parecendo uma mendiga quando a encontramos". 


Na postagem nas redes sociais, Dudu Hollanda expõe que Emmanuella foi "humilhada, espancada e estuprada". Em um áudio gravado pelo deputado que também circula pela internet, ele acusa Leopoldo Pedrosa de diversos outros crimes, como o homicídio de um corretor de imóveis e roubo de gado em Maribondo.


 


Por telefone, ele disse não temer o gestor. "Não tenho medo nenhum dele", diz. "A Emmanuella está muito traumatizada, toda machucada, cheia de hematomas; está em pânico ainda, em casa. Mas já comuniquei ao Alfredo Gaspar de Mendonça [procurador-geral do Ministério Público] e à Polícia Civil, que vem acompanhando isso desde o início". 


O Ministério Público informou, por meio da assessoria de comunicação, que o "procurador-geral de Justiça está fora de Alagoas e que a suposta vítima ainda não confirmou os fatos ao MP".


A Gazetaweb tentou entrar em contato com o prefeito, mas ele não atendeu as ligações.


Prisões


Em 2017, Leopoldo Pedrosa foi preso em uma operação deflagrada pela Polícia Civil. Na ocasião, os policias cumpriram mandado de prisão expedido pela presidência do Tribunal de Justiça. O prefeito era acusado de agredir a ex-mulher, Meiry Emmanuella de Oliveira Vasconcelos. Eles estavam separados e a agressão teria acontecido no dia 21 de junho.


Meiry Emmanuella já havia conseguido uma medida protetiva contra ele e o gestor era monitorado por uma tornozeleira eletrônica para não se aproximar da vítima. Eles passaram três anos de casados e as agressões seriam constantes.


Na época da prisão, a polícia informou da existência de dois boletins de ocorrência que acusavam Leopoldo de violência doméstica. Em uma das oportunidades, ele teria agredido, inclusive, a sogra. O prefeito, que nega as acusações, também foi preso em 2013 por embriaguez ao volante e uso de documento falso.


 Com; Larissa Bastos / Gazetaweb


 


 


 


 

 
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